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08/04/2019
Entidades e Prefeitura de São Paulo se reuniram para discutir o desmonte do Samu

Secretário e coordenadores são pressionados por manifestação e trabalhadores seguem mobilizados

SIMESP
Na última sexta-feira, dia 5 de abril, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), outras entidades de trabalhadores, coordenadores da Atenção Pré-Hospitalar e secretário da Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido dos Santos, se reuniram para debater o desmonte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que tem sido promovido pela prefeitura. Sem entendimento entre as partes, os médicos realizarão uma assembleia no Simesp, dia 9 de abril, para definir os rumos do movimento e eleger delegados sindicais. As demais entidades de trabalhadores do Samu também se reuniram para debater a pauta de greve pelo Sistema de Negociação Permanente (SINP) na manhã de hoje, 8 de abril.

As bases do Samu estão sendo realocadas em outras unidades de saúde do município sem que haja a devida reestruturação desses ambientes. A mudança tem trazido problemas como falta de local para higienização de equipamentos, estacionamento de difícil acesso para ambulâncias e alojamentos precários para os profissionais.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) defendeu o seu projeto sob vaias e gritos de populares e trabalhadores do serviço, que protestavam do lado de fora da Sede Administrativa do Samu, onde acontecia a reunião. A prefeitura alega que as unidades modulares foram fechadas por um impedimento do Tribunal de Contas da União (TCU), por falhas no cumprimento do contrato com a empresa responsável pela manutenção das bases. “O Samu foi criado de acordo com preceitos técnico-científicos utilizados ao redor do mundo. Se não tem funcionado corretamente, cabe à prefeitura negociar com o TCU a renovação do contrato, com bases no aprimoramento do serviço. Não há motivos para descartar um bom projeto”, o presidente do Simesp, Eder Gatti, que representou o sindicato na reunião.

Para o presidente do Simesp, os 12 minutos de argumentação da SMS foram insuficientes para uma avaliação crítica que sinalize qualquer melhora para o serviço. Os encargos financeiros do Samu parecem ser o pano de fundo da desestruturação. Sem aporte do governo do estado, os custos do serviço recaem somente sobre a prefeitura. “Tudo indica que o desmonte é justificado pelo corte de gastos. Concretizando-se a motivação financeira da prefeitura, resta questionarmos por que a SMS não dialoga de forma transparente com a população?”, indaga Eder.


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